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A Terceirização da Culpa

Atualizado: 21 de dez. de 2025

Novidades ao final do texto, não deixe de ler tudo!

Um dedo apontado e culpando

“O casamento me fez engordar 15Kg.”

“A faculdade não me deixa dormir cedo.”

“O professor me reprovou por 0,5 ponto.”

“A consulta é rápida por causa dos convênios.”

“Meu trabalho não me deixa fazer exercícios.”

“Atrasei por causa do trânsito.”


Muitas pessoas terceirizam suas responsabilidades como mecanismo de defesa e como justificativa para postergarem a resolução de problemas que são delas. O mundo é o que é e a realidade é uma só, simples assim. Inventar um culpado para os seus problemas é a alternativa mais simples, prática e ineficaz de resolvê-los.


Encare e resolva seus problemas reais. Reflita sobre eles e busque soluções viáveis, práticas e perenes. Buscar ajuda pode ser necessário e talvez seja a única solução, mas preferencialmente com alguém que efetivamente já viveu e superou os problemas que você enfrenta hoje. A vontade de mudar (o desejo) é o primeiro passo, mas não será responsável pela mudança. “Tudo pode ser, só basta acreditar”, da música da Xuxa, é utópico. A instituição de hábitos saudáveis e eficientes sempre será o principal alicerce no seu desenvolvimento pessoal e profissional. O modo como você se relaciona com a alimentação, com o sono, com os exercícios, com o dinheiro, com as pessoas e com você mesmo mostrará quem você realmente é. As mudanças só vêm com ação, esforço e constância. Neste caminho, conseguirá prosperar quem conseguir fazer as escolhas certas e tiver força e disciplina para executá-las. Lembre-se: o problema é exclusivamente seu! Assuma a responsabilidade de resolvê-lo! Quem quer verdadeiramente resolver um problema arranja uma solução, e não uma desculpa. Suas escolhas e atitudes definem seus hábitos.


O livre arbítrio, geralmente, é um problema em se tratando de hábitos. O “Paradoxo da Escolha”, de Barry Schwartz, confirma que, ao se ter inúmeras possibilidades, a chance de frustração e ansiedade pela escolha inadequada pode se tornar um grande problema. Na condução da nossa vida, as inúmeras possibilidades de escolha podem nos travar e acabam por dificultar as mudanças. Sendo assim, em se tratando de bons hábitos, o livre arbítrio não existe: tem que fazer. Buscar dormir bem, alimentar-se adequadamente, praticar exercícios, administrar seu dinheiro, gerenciar o seu tempo e cultivar os bons relacionamentos não são opções, são obrigações a serem conquistadas. São frutos de um desenvolvimento pessoal que é custoso e para poucos, inclusive. É claro que é difícil! Se fosse fácil, todos fariam. Nessa busca, não existe perfeição, existe progresso.


A liberdade de escolha precisa ser uma consequência da sua disciplina no dia a dia, e não o ponto de partida. Disciplina é fazer o que precisa ser feito, independentemente da sua vontade ou desejo. O autocuidado parte dos bons hábitos e conduz ao autoconhecimento. Jules Payot, em 1894, no fabuloso “A Educação da Vontade”, já sugeria a abolição do livre arbítrio e a necessidade de educarmos nossas vontades. Apenas dessa forma, através da disciplina e do esforço, atingiremos a liberdade e, consequentemente, a verdadeira felicidade.


Casamento não engorda ninguém. O que te faz engordar, na maioria das vezes, são os hábitos que VOCÊ cultiva.

A faculdade não te faz dormir tarde, é VOCÊ com seu dedinho nervoso no celular!

O professor não te reprovou por 0,5 ponto. Foi VOCÊ que errou as questões e perdeu 40,5 pontos (se a média é 60)!

A consulta é rápida porque VOCÊ está fazendo ela assim.

O seu trabalho não te impede de fazer exercícios físicos, é VOCÊ que não arranja uma maneira de fazer.

O trânsito não atrasa ninguém que está comprometido em chegar na hora, com raríssimas exceções. É VOCÊ que não se programou direito e não priorizou o compromisso.



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